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Mestra Totinha recebe visita dos alunos da eletiva de música da EREM Pradines

Na tarde desta última quarta-feira, dia 25, Mestra Totinha teve a honra de receber, em casa, os alunos da eletiva de música da Escola de Referência em Ensino Médio Alberto Augusto de Morais Pradines (Itamaracá - PE). A turma de 29 alunos são orientados pela querida Prof.ª Nielza Lopes, que trouxe consigo os produtores culturais Tony Blaster e Paulinho Teixeira, idealizadores do encontro mensal #TemCocoNaIlha. A tarde foi de música, claro, mas também de instrução nos moldes da tradição oral. Mestra Totinha relembrou o passado, contou um pouco de sua história e de seus antepassados. Matou curiosidades e explicou como se nasce um coco, além de falar da questão da autoria no âmbito da cultura popular: "Existem os cocos que são nossos, mas também têm aqueles que a gente escuta aqui um cantando e já leva para outro lugar e assim vai", contou. No fim da tarde, os alunos lamentaram a despedida. Mestra Totinha cantou "Adeus, meu povo" e também foi homenageada ao t...

Existe apenas um tipo de coco?

Não. Muito por alto, geralmente citamos o coco de roda , o coco de umbigada e o coco de terreiro , mas a diversidade dos cocos vai muito mais além. Maria Ayala (2017), em seu artigo Os cocos do Nordeste , afirma que não se pode precisar as origens dos cocos, unicamente que tem origem africana. Além disso, "A diáspora negra, que deslocou africanos para o Brasil, aqui mesclou conhecimentos orais de etnias africanas com outras (indígenas e europeias), criando-se, ao longo do tempo, múltiplas práticas culturais de canto, dança e poesia." ( Id. , p. 14) Assim, o coco (também chamado de samba devido à sua aproximação com o gênero) existe em todo o Nordeste e ressurge com diversos nomes que revelam características de diversas localidades. Ayala ( Id .) indica alguns (os links abrem artigos): Coco de tebei , da comunidade Olho D'Água do Bruno (Tacaratu, PE). Não utiliza nenhum instrumento, apenas o sapateado dos homens é o acompanhamento sonoro às vozes das cantadoras...

Mestra Totinha realiza abertura de evento do curso de Letras da Faculdade FAFIRE

O encontro Viva a Pernambucanidade Viva , promovido pelo Departamento de Letras da Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE, em sua 17ª edição, prestou homenagens à escritora Lucila Nogueira, falecida no ano passado, e trouxe o tema “Multilinguagens, Formação Literária e Mercado Editorial”. Mestra Totinha foi convidada pela Prof.ª Edilza Moura, Coordenadora do Departamento, para fazer a abertura do evento que tem trabalhos científicos apresentados e publicados em anais eletrônicos via instituição. Muitos dançaram, tiraram as sandálias e sambaram no chão. Crédito: FAFIRE. Após apresentação, Mestra Totinha com certificado de participação. Crédito: Marinalva Santos.

Letra - Amaro (Deo do Baião)

REFRÃO A mulher de Maria Amaro mora no oitão do bode deixou de dançar pagode que por isso me deixou, tomaro o meu amor, com ela ninguém pode a mulher de Maria Amaro Mariano carregou R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Os cabelo do meu bem R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Do lado que passo a mão R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: No nascido do menino R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Apagaro o lampião R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! [Refrão] R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Menina, se queres, vamo R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Não te ponha a maginar R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Imagina criar medo R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Quem tem medo não vai lá R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Os cabelos do meu bem R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Do lado que passo a mão R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: No nascido do menino R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! C: Apagaro o lampião R: Ô, Amaro! Ô, Amaro! [Refrão] Ô, Amaro! Ô, Amaro! Ô, Amaro! Ô, Amaro! Ô, Amaro! Ô, Amaro!   Composição : Deo do Baião ( in memoriam ), de Caruaru - PE. Versão de An...